No dia 17 de Julho desse ano surge a seguinte notícia, escrita por Humberto Gessinger no site oficial dos Engenheiros do Hawaii:
"Os ENGENHEIROS DO HAWAII vão sair da estrada por um tempo. Quanto tempo? Não sei. Talvez voltemos para comemorar os 25 anos, dia 11 de janeiro de 2010... talvez um pouco antes ou muito depois. Sempre fomos uma banda silenciosa, estou curioso pra verouvir como vão soar as músicas e discos com este silêncio radicalizado. Novidades, neste site. Cuidem-se! Tu-di-bom!!!! HG"
Humberto deve sair em turnê com Duca Leindecker do Cidadão Quem e viver um pouco desse duo nos próximos meses, talvez anos. Porém, o que importa dizer agora é sobre a importância dessa banda que na mera opinião de quem vos escreve é a melhor tupiniquim de todos os tempos e com ampla vantagem. São 18 álbuns, quase 25 de uma carreira extremamente sólida, estranhamente sólida se considerarmos o número de formações diferentes, a quantidade de pessoas que tocaram na banda, e apenas um remanescente. Vários sucessos emplacaram, tocaram nas rádios e nos programas de televisão, nunca nesse tempo houve um sumiço. A banda sempre esteve por cima mas mesmo assim muitos acham que falta o devido reconhecimento à banda. Infelizmente quem morre logo após o sucesso ganha uma valorização exagerada e injusta. Se Gessinger tivesse se matado logo após o lançamento de "O Papa é Pop" a mídia com certeza daria mais valor à banda. Ainda bem que isso não aconteceu e a banda deu mais músicas aos fãs. Na minha humilde opinião, Mamonas Assassinas e Legião Urbana foram superestimados por seus fins trágicos, não sei se conseguiriam seguir bem se continuassem vivas e usando a mesma fórmula. Sinceramente, duvido.
Quem viu qualquer show da última turnê dos caras sabe que gás não falta aos Engenheiros do Hawaii. Aliás, talvez essa tenha sido a melhor, com mais energia e elaboração. Misto de experiência com o sentimento de quem quer aproveitar os últimos shows em anos.
Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger e o Gremismo:
* Em 1990 colocou a bela música Anoiteceu em Porto Alegre com narrações das conquitas da Libertadores e do Mundial de 1983 pelo Grêmio no álbum "O Papa é Pop", talvez o de maior sucesso na banda;
* Também havia um trecho sobre o Grêmio no projeto Humberto Gessinger Trio. Parte da música Sem Você (É Foda) dizia: "a bandeira tricolor na sacada em frente ao mar...";
* Em uma apresentação em pleno Morumbi disse: "Valeu pessoal, foi um prazer tocar em frente à goleira onde Baltazar fez o golaço contra o São Paulo que nos deu o título brasileiro de 1981!" Sobre o que havia dito: "Recebi a maior e melhor vaia da minha vida";
* Escreveu alguns textos sobre o Grêmio com destaque para esse;
* Gravou o clipe "Na Veia" com camisa do Grêmio, que foi sua companheira em diversos shows e programas de televisão;
* Cantou o hino do Grêmio no programa Altas Horas;
* Participou do filme sobre a batalha dos aflitos dando seu relato sobre o que sentia;
* Escreveu o livro "Meu Pequeno Gremista", divulgando-o no programa Bem Amigos, do SporTV...
Se foi um até breve ou um adeus não sabemos. Mas temos certeza que o Engenheiros do Hawaii colocou seu nome na história do rock nacional.

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